Clube do Jazz Paraiba Brasil
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NO VIZINHO DO LADO
(Geraldo Vandré)
No fim do finito,
no aberto fechado,
na roda gigante,
na roda rodada,
na força do instante,
na fé do chegado,
na última hora,
na voz do soldado.
No branco dos olhos
do teu namorado,
procura menina,
teu nome bordado.
No grito contido,
no tiro guardado,
no braço de ferro,
no triste adoçado,
na mente dos homens,
no tempo marcado,
no meio e na frente,
no fundo e do lado.
No branco dos olhos,
no centro da bandeira,
na porta dourada,
na vida vivida,
cantiga cantada,
no prego batido,
na ponta virada,
nas dores do mundo,
na rosa roubada,
no sonho perdido,
na estória negada,
na ponta da pena,
na ponta fincada,
na faca pequena,
na foice amolada,
na hora do salto,
da sorte jogada,
no largo caminho,
na beiradeiradam
no grande carinho,
na desabalada,
no quarto sozinho,
na lembrança dada,
no quente do ninho,
do teu corpo amado,
no meu ser vizinho,
na volta dos idos,
dos idos amados,
dos idos partidos,
nos idos ficados.
No novo crescido,
no pouco doado,
esperança nossa,
saudade matada,
presente querido,
futuro passado,
sentido, seguido,
e verbalizado,
na esperança sou,
esperado e
esperançado.
(In: "Poética - Cantos intermediários de Benvirá", 2018[1973])
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